Penalidade máxima!

Julho 6, 2008

Uma das coisas mais incompreensíveis para mim são as penalidades possíveis no TeX. Editamos os primeiros livros sem pensar nisso, e quando descobrimos esse recurso, foi pura mágica. Atualmente temos as seguintes regras:


\widowpenalty=9999
\clubpenalty=4000
\brokenpenalty=3000

Inacreditável, mas acabo e descobrir mais uma dessas penalidades máximas! O \hypenpenalty. E há ainda o comando \exhyphenpenalty, que está descrito no exercício 14.6 do TeXbook, que regula a quebra perto de travessões (Bruno, é esse!). Por isso nossos livros estão cheios de hífens! Enfim, vivendo e aprendendo.

Não sei muito bem a razão para os números acima, mas é extremamente importante que os números das penalidades não sejam iguais, porque senão o TeX não saberá para onde correr, pois é preciso escolher entre um hífen, buracos no texto ou viúvas… Ossos do ofício de qualquer tipógrafo.

Hífens e travessões

Julho 5, 2008

Hífens e travessões é questão de opiniães… Enfim, concluí isso ao ler o venerado Jan Tschichold.

Mas ao começar a ler o famoso TexTbook, caí novamente sobre as questões sobre travessões. De acordo com o mestre matemático, há quatro possibilidades.

“-”, hífem, se serve para separar palavra

“–”, travessão-n, que serve para separar intervalos numéricos

“—”, travessão-m, que serve como travessão em diálogos e apostos.

“$-$”, sinal de menos.

Bom, quanto ao hífem entre palavras e o sinal de menos, não vejo problemas. Mas sobre o travessão… hum, o Tischchold recomenda os menores. Não deixa de ser recomendação.

Passei a adotar o travessão-n para intervalos numéricos, ainda que com hanging figures figa às vezes bem esquisito.

Um fato curioso é que os anglo-saxões usam o travessão colado. Por aqui, só a Folha de SP, que saiba, usa colado, e somente para o lado de dentro. Gosto disso, mas é preciso ler bem mais sobre o assunto.